quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sonetando sobre sobras

Mortos metralhados
Sublimes suspiros suspeitos
Desencantos diante da dormência
Perdidos por perspectivas possíveis
Idéias indo
Coisas com comodidade comestíveis
Vendendo verborragias
Analisando ameaças
Sonetando sobre sobras
Te torturo
Foram-se findando felicidades

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Heroína,

De forma salvadora e entorpecente
De uma maneira surpreendente e fugaz,
Talvez um pouco de ilusão
Me colocas no chão da mais pura amargura,
Inseguro, em teu braço me debruço e te injeto.
Caio em meio aos espinhos terríveis da abstinência
Da minha pura existência
Da falta de sentido dela.
Da dor pura e simples, provocada pela própria vontade.
Mas quem estaria pronto para morrer de amor?
Os lados do meu avesso, os cantos dos recantos sofridos.
Me entendes com minhas ilusões mais que fantasiosas.
Queiras moldar minha falsa felicidade em palpitações.
Afasto-me como um fugitivo voraz por refúgio
Quero não correr,mas os percalços são inevitáveis.
Covardia e sadismo emocional.
Assim sou.


[Em meio a pressa de 10 minutos, como o táxi de Ariquemes]